ÁSHRAMA - DEFINIÇÃO

NORMAS FILOSÓFICAS E TÉCNICAS EM QUE UM ÁSHRAMA SE DEVE ENQUADRAR

 

       1. O QUE É UM ÁSHRAMA – Ás. - DEFINIÇÃO;
2. A PRÁTICA FILOSÓFICA – O QUE SE PRATICA NUM ÁSHRAMA;
       a. PRÁTICAS INTERNAS;
       b. PRÁTICAS EXTERNAS;
       c. EXTENSÃO DO ÁSHRAMA A TODA A SOCIEDADE E PLANETA
3.
IDEAIS E VIBRAÇÃO DO ÁSHRAMA;
4. CONDIÇOES QUE RECOMENDAMOS VIVAMENTE QUE OS ÁSHRAMA DEVEM TER;
5. RECOMENDAÇÕES PRINCIPAIS PARA A PRÁTICA FILOSÓFICA DO YOGA;
6. MACRO CLASSIFICAÇÕES DOS ÁSHRAMA - Ás;
7. O QUE UM ÁSHRAMA NÃO É – NEM DEVERÁ SER.


1. O QUE É UM ÁSHRAMA - Ás - DEFINIÇÃO

O ÁSHRAMA - É UM TEMPLO da Luz Filosófica, do Desenvolvimento interior, da Energia Cósmica, da Paz e do Amor - com reflexos exteriores, pessoais, colectivos e Fraternos. É também a Casa do Grande Mestre (ou Primeiro Mestre – mais tarde Grão Mestre) - o Sat Guru.

O Profundo Desenvolvimento Interior é proporcionado pela Trimurti:

       1. Conhecimento da Luz Filosófica da Tradição Primordial (no caso o Yoga Sámkhya);
2. Local da prática (o Áshrama), do Desenvolvimento Meditativo e da Iluminação Intelectiva – a Meta última do Yoga, pela Prática ou Percurso Filosófico (o Sádhaná); e a
3. Existência de um Verdadeiro Grande Mestre (Iluminado), inserido no Cordão dos Grandes Mestres Intemporais, de facto servidor da Tradição do Desenvolvimento da Humanidade, do Yoga, e do Sámkhya.


2. A PRÁTICA FILOSÓFICA – O QUE SE PRATICA NO ÁSHRAMA

2.a. PRÁTICAS INTERNAS:
O motivo da existência do Áshrama – deve ser a prática da Suprema Sabedoria – a Iluminação Intelectiva (Buddhi) – o Samádhi. Essa Auto Perfeição (a subida da Escada dos Anjos), consegue-se pela prática da Verdadeira MeditaçãoDhyána / Samyama, pela Concentração Contínua – Dharaná, e pelas Abstracções da Mente e dos Sentidos – Pratyáhára (a Meditação é feita sempre sentada); e também pelos Exercícios Respiratórios – Pránáyáma – que aumentam exponencialmente o controlo da Energia disponível – o Prána (iões menos de oxigénio, e fotões), e da percepção, e até do domínio de algumas funções neurovegetativas (o Pránáyáma é feito sempre sentado); Pelo profundo Relaxamento – Yoganidrá - que combate o fortíssimo e mortal stress, a ansiedade, e os estados hipertensos, motivados por uma competição sem sentido anti fraterna, e pela nefasta poluição a todos os níveis - proporcionando em troca um sono nocturno de alta qualidade, e um reforço do Sistema Imunitário (o Yoganidrá é feito sempre deitado);Pela força dos belos Cânticos – Kírtana / Mantra – em Samskrta (vulgo Sânscrito) / Devanágari (feitos sentados); da Concentração Sonora pelos poderosos sons – Jápa Tala - cadenciados (feitos sentados); e dos feéricos sons Elevadores – Jápa Shesha – contínuos (feitos sentados); pela Introspecção e Análise em Grupo – Sat Sanga (sentados, normalmente em círculo);Do poder dos Yantra (ou Mandála) – Símbolos Complexos, e de interacção Cosmos / Indivíduo, de Influência Psicológica profunda (sentados, ou em equilíbrio estável); dos Mudrá – Gestos feitos com as mãos – despertadores de importantes zonas cerebrais, normalmente adormecidas (feitos sentados); dos Bandha – dinamizadores musculares (esfíncteres, e não só), despertadores da Super Energia - o mítico Poder da Kundaliní – Energia residual do ADN, que proporciona uma Grandeza e Dimensão Cósmica ao Ser Humano (libertando-o da condição rastejante - pós animal) (feitos sentados);Pelos votos da Alta Gratidão, do Reconhecimento, e Vénia Pújá, aos Antepassados Grandes Mestres da Sabedoria, que confere o Verdadeiro e Importante Conhecimento ao Neófito praticante – Chela / Shishya, e estabelece uma Subtil Ponte da Verdadeira e contínua inspiração positiva, e desperta Poderes – Siddhi – Perfeições assombrosas (normalmente feito sentado); e Mánasika – colocação da mente em mentalizações Universais intensas, pela Elevação e Evolução da Raça Humana (normalmente sentados).Estas são as actividades e práticas internas, de Iluminação interior do praticante no Áshrama, as quais devem ter um reflexo também Exterior, pelas chamadas

2.b. PRÁTICAS EXTERNAS:
nos Kriyá – Exercícios de desintoxicação e Limpeza das mucosas e dos órgãos (normalmente sentados ou acocorados); nos Ásana – alongamentos a frio, flexibilização, e equilíbrio - pela sensibilidade ao controlo da 1ª Força Universal a Gravítica; e no Karma no Yoga – o Serviço de Voluntariado Total, que se deve exercer no Áshrama, do trabalho por uma Verdadeira Causa Universal, Nobre e transparente, e pela

2.c. EXTENSÃO DO ÁSHRAMA A TODA A SOCIEDADE E PLANETA
O Percurso – Via, deve estar sempre em sintonia com a Filosofia do Yoga e com o seu Grandioso Fim – o Samádhi que Ilumina – e nunca o contrário. Assim, o comportamento do Shishya / Chela - Praticante Filosófico na totalidade do seu dia – deve estender-se do Áshrama a toda a sua área de influência - para com os seus amigos, sua família, colegas do trabalho, subalternos, chefias, autoridades, conhecidos, desconhecidos, desprotegidos, e principalmente crianças, mulheres e idosos;e também aos animais, plantas, florestas, água, ar, terra, ecossistemas;e ao respeito para com o Planeta Terra, o Sol - dispensador da Energia próxima, a Galáxia, e por todo o Cosmos.


3. IDEAIS E VIBRAÇÃO DO ÁSHRAMA

Num Áshrama – o Desenvolvimento deve ser em todas as facetas positivas – convivendo sempre com o melhor de si.São factores essenciais na correcta construção do ambiente num Áshrama e no Desenvolvimento Total do Praticante, os Princípios Subtis que devem estar sempre presentes: os Princípios Matriarcais – Yama / Niyama - são o alicerce do Yoga, dos quais destacamos -  conhece-teSvádhyaya, e julga-te a ti próprio, e não aos outros, convive com o melhor de ti, exige de ti, e tolera os outros observando as suas virtudes e não os defeitos, promovendo a Paz interior – Ahimsá – e exterior, e Mundial; e incentivando o combate à cobiça – Aparigraha, e ao ego deformado e exagerado; à cupidez – Íshvara Pranidhána - promovendo o Voluntariado, o Serviço e a Fraternidade activa; e desenvolvendo e utilizando a Super Energia Kundaliní – a única que permite alcançar o Supremo Samádhi (Nirbíja) - Iluminação Consolidada, sempre com a máxima Pureza – Shaucha; e o culto por uma Luminosidade Silenciosa, única propícia a permitir ouvir a Harmonia da Subtil Música Interior inspiradora, Elevadora e Contagiadora, com o coração repleto de Amor e os olhos cheios da Luz.


4. CONDIÇÕES FÍSICAS QUE RECOMENDAMOS VIVAMENTE QUE OS ÁSHRAMA DEVEM TER

Para se obter os resultados exponenciais que só a prática do Yoga Tradicional proporciona, necessitamos:Uma sala de prática principal para adultos - com um pé direito não muito alto – criando um ambiente intimista, propício à introspecção e ao desenvolvimento meditativo interior – recomenda-se de 2,30m a 2,50 metros de pé direito (devendo o tecto ser artificialmente rebaixado em caso de necessidade), pois a imensa maioria dos seus mais importantes exercícios (e actividade), são sentados no chão - apropriado (espuma semi rija, de 2 a 3 cm de espessura, coberta por ganga azul); se possível, uma segunda pequena sala de prática para as crianças, de preferência com um pé direito menor, recomenda-se de 2,00m a 2,10m, com um tecto artificialmente rebaixado, para dar à criança uma escala mais propícia a si, fazendo-a sentir mais integrada, ajudando-a assim no seu desenvolvimento; sala esta decorada com motivos infantis, e juvenis, da magia iniciática do inconsciente colectivo Indiano, mas também Europeu e do Mundo – histórias clássicas, positivas, formadoras e inspiradoras, preparadoras dos novos Seres da Era do Aquário – Satya Yuga – Era da Luz e da Sabedoria – Seres plenamente Desenvolvidos, educados, Fraternos e não egoístas.Uma recepção acolhedora e alegre;Vestiário para mulheres, e para homens;Sanitário para mulheres, e para homens;Se possível um gabinete para o Ás Director – Director do Áshrama;Uma pequena arrecadação, e armários;Ser bem arejado, por janelas, ou então por ventilação adequada (pranificada), cheio de Energia – Prána, Luz, Amor, e Boa Vibração Fraterna;Ter uma Equipa de Professores do Yoga, coesa e amiga (como uma verdadeira família), com sólida formação técnica e Filosófica, frequentadora das acções da formação do Yoga e actualização de qualidade, e com assiduidade;Devem ser filiados numa credível Instituição do Yoga.


5. RECOMENDAÇÕES PRINCIPAIS PARA A PRÁTICA FILOSÓFICA DO YOGA

ATENÇÃO:
Não se deve tomar duche ou banho depois de uma aula do Yoga – só duas horas depois, no mínimo – para que toda a Formidável Energia dinamizada possa ser totalmente assimilada; nem tomar banho ou duche até pelo menos uma hora antes da aula ou prática;Não deve comer até 3 horas antes da aula ou prática – refeição normal; ou até 2 horas antes – comida ligeira;Pratica-se descalço, ou com meias.O praticante neófito – Chela / Shishya deve, desde a primeira aula, ser orientado para o profundo mergulho interior, no seu próprio Micro Cosmos, “Feito à Imagem e Semelhança” de todo o Macro Cosmos (o que está em baixo é como o que está em Cima), insistindo no constante domínio da atenção sobre todos os fenómenos físicos e subtis que deve encontrar, e familiarizar-se com o Verdadeiro Percurso para descobrir os Autênticos Tesouros Interiores até à tão procurada Mui Subtil Essência da Vida, que Tudo
Anima. Assim, o Praticante do Yoga é quem melhor se conhece a si próprio, e é o máximo responsável pela sobriedade da sua prática, pela sua Saúde e bem estar, devendo apoiar-se constantemente no seu Professor directo, e solicitar imediatamente orientação extra, sempre que sinta necessidade.

O Yoga é “apenas” Profiláctico – Promove a Saúde, e o Bem Estar, e Exponencia o Desenvolvimento Pessoal e a integração total


6. MACRO CLASSIFICAÇÕES DOS ÁSHRAMA – Ás

Existem duas classificações para os Áshrama:
     Tipo 1: Shesha Áshrama – com habitação;
     Tipo 2: Samádhi Áshrama – sem habitação. 


7. O QUE UM ÁSHRAMA NÃO É – NEM DEVERÁ SER

Não é um ginásio. Nem um local de adivinhação. Nem um local com aparelhos mecânicos, sem alma, nem proporção humana (por mais que se anunciem mestres mágicos nesses locais – de facto os Verdadeiros Mestres nunca lá entram – apenas frequentam os Áshrama). Nem local com música ensurdecedora e desequilibrante.

SAMÁDHI QUE ILUMINA